Recentemente ouvi de um amigo uma história que me fez pensar. Ele é a tradução da figura do pegador – bonito, forte, da balada, com grana. Apesar das superficialidades, uma pessoa do bem. Andava buscando incansavelmente uma mulher pra chamar de sua, pois havia cansado de ter todas, mas nenhuma ao mesmo tempo. Encontrou uma moça daquelas que até Deus duvida – linda, gostosa, inteligente, bom papo, carinhosa, boa de cama. Apaixonou-se. Gritou aos quatro cantos que quem acredita sempre alcança, começou a fazer planos pro futuro, passou a dizer que a vida de balada era coisa do passado. Certo dia, na marca de uns três meses de relacionamento, ele resolveu fazer uma surpresa para a amada – saiu mais cedo do trabalho, levou flores, vinho, chocolate e seu coração aberto. Chegou, deu um xaveco no porteiro, subiu sem avisar. Se deparou com ela em trajes micro, em meio a um boquete empolgadíssimo em um estranho. Depois de crises, de acessos de raiva, e da ficha caída, ela explicou – era garota de programa. Precisava dessa grana, por isso tinha feito essa escolha. Ele disse que não podia ser. Que a bancaria, que a tiraria dessa vida – ela retrucou com a frieza de quem sabe o que quer – “Não sirvo pra isso. Esse é meu caminho” – deu meia volta e se foi, deixando-o com o coração arrebentado e com meia dúzia de chocolates no bolso.
Essa história – cruel, porém real – me fez pensar no que tem acontecido com a nossa geração. Somos como crianças que, até tempos atrás não podíamos roubar o brigadeiro da mesa e que, momentos depois, somos presenteados com todos os tipos e sabores de brigadeiro do mundo. Comemos tanto, que ficamos com dor de barriga. Temos tantas opções, e não temos ideia do que fazer com elas. E aí nos direcionados pela embalagem – a mais bonita, a mais colorida, a mais chamativa. O profundo que conhecemos ficou limitado à profundidade do órgão genital. Já que temos uma dificuldade extrema em chegar ao íntimo do outro, escolhemos bundas em vez do cérebro. Peitos em vez da atitude. Uma cinturinha em vez do caráter.
E aí não é de se espantar que estejamos quebrando tanto a cara. No caso da história do amigo do começo do texto, me pergunto – o que será que ele viu na moça? Será que ele procurou o íntimo ou se apaixonou pelas coxas, pelo rebolado, pelo boquete perfeito? Esse raciocínio nos leva a conclusão de que estamos escolhendo errado e que as nossas escolhas estão nos transformando em uma população de solteiros infelizes que gritam aos quatro cantos que não há gente legal no mundo. Numa coluna na época, Gisele Campos faz uma análise simples e certeira desse fenômeno: “Os homens dizem que falta mulher. As mulheres dizem que falta homem. Se não tem homem e não tem mulher, então onde está todo mundo? Quem são essas pessoas que a gente vê pela rua todos os dias?”
Talvez precisemos mesmo aprender na marra a lidar com tanta liberdade, e parar de levar a vida como o adolescente que tem pais liberais, e que abusa dessa mordomia para sair causando. Somos seres inteligentes e não podemos mais desperdiçar a oportunidade de fazer boas escolhas. A liberdade que a nossa geração possui hoje, permite que possamos conhecer diversas pessoas e escolher aquela que se encaixa com você. Porque, por mais que você se gabe de ser o pegador que come todas, o desejo de todo ser humano é encontrar e ser encontrado. Precisamos aproveitar a oportunidade e, estrategicamente, analisar as pessoas em quesitos muito mais importantes do que tamanho de bunda e de peito. Corpos envelhecem, a gravidade destrói, a gente enjoa. Se não fizermos algo a respeito, já consigo imaginar um futuro no qual as próximas gerações, traumatizadas pelos excessos e pelas cagadas colecionadas, irão querer voltar aos moldes antigos e implorar pela chance de uma tarde namorando no sofá, com mãos dadas, debaixo dos olhos do sogro. Tudo para evitar que os prazeres da luxúria e da superficialidade falem mais alto e estraguem tudo. Mais uma vez.

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(via t-hreshold)

(Source: bishva-t, via t-hreshold)

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, nos bares, levanta os braços, sorri e dispara: ‘eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também’. No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração ´tribalista´ se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição. A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc. Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor. Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter ´alguém para amar´.. Somos livres para optarmos! E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento..

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Arnaldo Jabor (via t-hreshold)

(Source: prosa-e-verso, via t-hreshold)

Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua!
Qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria…

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Jota Quest  (via moondepapel)

(Source: Vampira-da-noite, via moondepapel)

Sabe, não sabia que eu ia sentir algo tão forte assim por você… na verdade, nem imaginava. Você virou, de um dia para o outro, a razão dos meus sorrisos pela manhã, a razão das minhas lágrimas.. por ler o que não devia. Virou tudo que um dia eu sonhei pra mim, pra ter comigo.. pra guardar pra mim, algo meu. Mesmo você não sabendo disso, sonho com você em segredo, me imagino ao seu lado, imagino tirando fotos com você.. brigando contigo sobre algo bobo e te abraçando. Te abraçando, por que o seu abraço deve ser o tipo de remédio que não se vende em farmácia, aquele tipo de remédio que cura as dores do coração.. aquele tipo de remédio que afasta a tristeza… até você ir lá e tomar mais uma dose. Quantas vezes eu já me imaginei sendo aquela pessoa que você abraça todo dia, aquela que você da atenção.. carinho, ah… como eu queria ser essa pessoa. Sinto falta de abraços que eu nunca ganhei, sinto falta de seus lábios, os mesmos que eu nunca senti. Por fim, sinto falta de você. Sinto falta de como você me deixa, em estado de felicidade, aquela felicidade que eu não sei explicar. Poderia dizer que eu odeio seu sorriso e tudo que vem de você, poderia dizer isso pra tentar me convencer que não sinto nada por você, que não penso em você e que eu não quero você ao meu lado… mas sinceramente, estaria mentindo. Então só te peço, se ficar triste.. pensa em mim, que de algum lugar… eu estarei pensando em você também. 

(Source: quase-heroi, via moondepapel)

Fica comigo então, não em abandona não.

∞ 761 notes

Charlie Brown (via tudotemseuvalor)

(Source: NERDBIPOLAR, via tudotemseuvalor)

Dê apenas um passo por mim. Eu prometo que caminho todo o resto com você.

∞ 7,798 notes

Érica Christina (via tudotemseuvalor)

(Source: so-quotes, via tudotemseuvalor)

Afinal de contas, amanhã será outro dia

∞ 10,105 notes

E o Vento Levou (via tudotemseuvalor)

(Source: trecho-de-livros, via tudotemseuvalor)

Essa estranha dor é mais do que saudade..

∞ 246 notes

Projota (via tudotemseuvalor)

(Source: cirandices, via tudotemseuvalor)

Todo dia, em qualquer lugar, eu te encontro mesmo sem estar.

∞ 87 notes

Cazuza (via jornascimentto)

(via tudotemseuvalor)